O americano James Jean é hoje o grande Pop Star da ilustração mundial. Famoso por seu estilo único, que mistura traço ocidental e oriental em ilustrações a óleo, acrílica, guache ou Photoshop, ele conseguiu levar a ilustração a um nível de destaque que há muito tempo não se via. Ficou conhecido nos últimos anos como o capista oficial da publicação Fables, da divisão adulta da editora americana DC, a Vertigo, a mesma que publicou séries como Sandman, Books of Magic, Hellblazer, Transmetropolitan e Watchmen. Sua competência foi tamanha que a grife Prada criou uma coleção baseada em seu trabalho. Hoje ele já não é mais capista da Fables, mas isso já fica pra outro post. Mais do incrível trabalho de James Jean em seu blog ou em seu site oficial.
Na história da arte, primordialmente, a cópia sempre foi o fator principal para o desenvolvimento do pretenso artista. Aprender técnicas de antigos mestres, estudar formas já transpostas do campo tridimensional para o bidimensional, copiar esboços, desenhos, pinturas, tudo para o contínuo aperfeiçoamento da representação gráfica. Praticamente todo mundo que hoje desenha, ilustra, pinta ou esculpe, copia ou já copiou seus ídolos em prol do crescimento próprio. Quando inserimos elementos gráficos criados previamente por um artista num novo contexto, cria-se a releitura. Embora ela seja bastante presente na arte, como Dalí e Picasso sobre Velázquez, ela muitas vezes é fraca e pouco agrega em relevância histórica à peça anterior. Em geral, principalmente na contemporaneidade, cria-se um conceito para dar sustentação à peça criada, buscando uma valorização maior da mesma, assumindo assim que o valor estético é limitado. Porém, quando se tem qualidade, aliar esses elementos resulta num passo além. Aqui mostramos uma entrevista de Aaron Noble, um artista/ilustrador apaixonado por quadrinhos. Com o advento da pintura digital, os quadrinhos dos anos 90 (em especial os da Image Comics) ganharam muito em efeitos visuais. Ganharam tanto que, para Aaron, a relação primeiro-segundo plano do quadrinho perdeu-se num visual abstrato, com detalhamento de cada parte do quadro. Mas... Qual seria uma real estética abstrata das comics norte-americanas? Com técnica, conceito e paciência, Aaron deu um passo além. Bem, o vídeo vai te mostrar. Brilhante.
Os macacos desceram das árvores e acessaram a internet! A Revista Apes é um coletivo de sete cabeças que postam aqui, suas opiniões e criações nos campos da política, cultura, arte, entretenimento, educação e o que mais ferver no córtex e nos quadris. De tempos em tempos, estará disponível uma edição fechada para download. Se quiser somar, agarre nosso galho.