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4/11/2009

João Ruas

Há alguns dias atrás, postamos aqui o belo trabalho de James Jean, que ficou famoso por sua qualidade como ilustrador e se destacou como capista da publicação Fables, da Vertigo. A fama lhe trouxe novos clientes, novas possibilidades de desenvolvimento e exposição. Então, James Jean anunciou que não continuaria como capista da série, por falta de tempo, e os editores da revista passaram a buscar alguém que o substituísse à altura. E, para a surpresa de todos, o paulista João Ruas foi anunciado como o novo capista da Fables. João transitou pelo mercado publicitário, trabalhou para grandes estúdios no Brasil e na Inglaterra. Suas belíssimas ilustrações têm elementos de design gráfico, pintura e manipulação digital, o que o coloca num estilo bastante único e peculiar. Aos 28 anos, João começa a se tornar uma figura pop no mundo dos quadrinhos. Após várias entrevistas para diversos sites e revistas conhecidas do meio, os caras do SiDEBAR (algo próximo do Jovem Nerd, porém mais direcionado à quadrinhos e ilustração) postaram um podcast com uma longa entrevista com João, onde ele conta desde seu início de carreira, até suas influências e a surpresa com sua escolha pra substituir James Jean. Vale a pena ouvir, e conferir mais do trabalho sensacional do ilustrador aqui.







-TC-

3/19/2009

Conceito, Releitura e Técnica



Na história da arte, primordialmente, a cópia sempre foi o fator principal para o desenvolvimento do pretenso artista. Aprender técnicas de antigos mestres, estudar formas já transpostas do campo tridimensional para o bidimensional, copiar esboços, desenhos, pinturas, tudo para o contínuo aperfeiçoamento da representação gráfica. Praticamente todo mundo que hoje desenha, ilustra, pinta ou esculpe, copia ou já copiou seus ídolos em prol do crescimento próprio. Quando inserimos elementos gráficos criados previamente por um artista num novo contexto, cria-se a releitura. Embora ela seja bastante presente na arte, como Dalí e Picasso sobre Velázquez, ela muitas vezes é fraca e pouco agrega em relevância histórica à peça anterior. Em geral, principalmente na contemporaneidade, cria-se um conceito para dar sustentação à peça criada, buscando uma valorização maior da mesma, assumindo assim que o valor estético é limitado. Porém, quando se tem qualidade, aliar esses elementos resulta num passo além. Aqui mostramos uma entrevista de Aaron Noble, um artista/ilustrador apaixonado por quadrinhos. Com o advento da pintura digital, os quadrinhos dos anos 90 (em especial os da Image Comics) ganharam muito em efeitos visuais. Ganharam tanto que, para Aaron, a relação primeiro-segundo plano do quadrinho perdeu-se num visual abstrato, com detalhamento de cada parte do quadro. Mas... Qual seria uma real estética abstrata das comics norte-americanas? Com técnica, conceito e paciência, Aaron deu um passo além. Bem, o vídeo vai te mostrar. Brilhante.

-TC-