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3/25/2009

Mais Radiohead - "15 Step" ao vivo do show em São Paulo

Video produzido pelo pessoal do rraurl.com da música "15 Step", abertura do show aqui em São Paulo.


3/23/2009

Just A Fest - Radiohead



Eis que acontece o grande momento da noite. Depois de quase duas décadas de espera, finalmente o Radiohead sobe ao palco para delírio de rockeiros, indies e modernos em geral. Toda a estrutura montada no palco era belíssima, com destaque para as lâmpadas que pendiam do teto que coloriam o palco e o público e proporcionavam um interessante diálogo entre som e luz, criando um deleite sensorial irresistível. Os telões laterais ao invés de focar em apenas um membro da banda de cada vez, se dividiam e focalizavam os 5 integrantes, graças as camêras espalhadas pelo palco, e pegavam aqueles pequenos detalhes que nós não conseguíamos ver olhando de longe: ponto positivo mais uma vez para a produção artística do show, que conseguiu sair mais uma vez do óbvio. Thom Yorke até brincou com o público mexendo as sobrancelhas quando com a camêra deu em si mesmo um close nos olhos, enquanto era executada a música “You and whose army?”, que dedicou aos “Yankees” - quem disse que o Radiohead não pode ser politizado? O guitarrista Jonny Greenwood tem uma presença de palco incrível, não parando um minuto, andando, sacudindo o corpo, balançando a cabeça. Além disso, muitas vezes largava a guitarra para tocar pedais e sintetizadores, inclusive, um pequeno e portátil rádio FM muito usado na apresentação: sem dúvida um dos músicos mais criativos da atualidade. O show começou com a música “15 Step” do albúm mais recente da banda, “In Rainbows” mas pegou fogo mesmo com a terceira música “The national anthem”, que com sua forte marcação do baixo fez o público ir a loucura. No Rio de Janeiro, eles não tocaram, mas aqui em São Paulo ela estava presente: “Pyramid Song”, uma das músicas mais belas compostas no mundo pop até hoje, e uma das favoritas dos macacos presentes que assinam esta resenha. Neste momento percebemos um rapaz de óculos, mais ou menos um 1,80m cantando e chorando, realmente tocante. Na sequência vem “Karma police”, e é quando eles entram no universo do mais aclamado trabalho da banda, “Ok computer”, e percebemos que realmente a força do Radiohead está nas composições deste disco. Todos cantaram em coro, simplesmente lindo! As músicas variaram de acordo com os albúns e o set list principal terminou com “Idioteque”, música do disco “Kid A”, talvez o mais experimental e eletrônico da banda. O show se transformou em uma pista de dança, onde a marcação forte do bumbo ditava o ritmo do balançar de corpos. E assim termina o set list.
É o fim? Será? É óbvio que não! Após palmas e gritos de 30 mil pessoas, o Radiohead volta ao palco. Seria a primeira volta de mais duas que seguiram e desta vez eles vem com o ponto mais alto do show “Paranoid Android”, mais uma vez “Ok computer” na cabeça. Foi incrível ver a banda reproduzindo toda a atmosfera da música ao vivo e mais incrível ainda ver o público agindo com um sexto integrante da banda cantando a canção do começo ao fim e até mesmo após o fim, após toda a banda ter parado de tocar. Thom Yorke contínuou cantando a última estrofe juntamente com o público. Foi de arrepiar! Logo na sequência, “Fake plastic trees”, mais uma que eles não tocaram no Rio de Janeiro, onde preferiram tocar “How to disappear completely”. “You and whose army?” marca a segunda volta da banda ao palco, juntamente com “Everything in its right place”, “House of cards” e “True love waits”. O grand finale estava próximo e finalmente eles trazem a cena a primeira música do primeiro disco da banda, “Pablo Honey”, ao show. Sim, é esta mesmo que vocês estão pensando, quem passou a adolescência nos anos 90 já sacou, eles fecharam o show com “Creep”. Foi uma comoção, um coro ensurdecedor, “I’m a creep, I’m a weirdo. What a hell am I doing here...”, impressionante!
É discutível a banda terminar o show com Creep: para nós, os shows deveriam terminar com “Paranoid Android”, que com certeza foi a música mais esperada e aclamada da noite. Mas tudo bem, primeiro show no Brasil e nós esperamos muito tempo para ouvir “Creep” e nos sentirmos tão positivamente esquisitos quanto os membros do Radiohead. Sonho realizado. Inesquecível!

Just a Fest - a Macacada na Meca Indie



Por Viny Rodrigues e Thiago Zati

E a macacada foi ao tão esperado Just a Fest. Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos era quase um sonho! Para não falar nos rumores tempos atrás sobre Sigur Rós e Portishead, que infelizmente, não se realizaram. Mas a Meca indie/ eletro tinha local e data: Chácara do Joquei, dia 23 de março de 2009. O lugar vêm recebendo grandes shows a algum tempo devido em especial a falta de espaço para eventos deste tipo na cidade. Este, talvez tenha sido o ponto negativo de todo o festival: a organização foi muito falha: desde o imenso trânsito para se chegar ao local, a falta de sinalização e estacionamentos adequados, passando pelo terreno e altura do palco, que impossibilitava todos os presentes de assistirem confortavelmente o show, até mesmo ao final das apresentações com a saída confusa de todos os presentes.
Porém, com relação as formalidades técnicas das apresentações, não houveram problemas: o som estava muito bom (apesar da ausência de graves mais altos no show do Kraftwerk), todo o aparato de efeitos funcionou sem problemas, inclusive os telões das laterais e do centro do palco.
Vamos então ao que interessa: aos shows!

3/22/2009

Let Down



A não sei quantos anos, ouvi o The Bends do Radiohead. Desde então, a considero uma das bandas mais incríveis que conheço. Meu gosto musical variou muito desde então: na época, ovia Grunge e som de Seattle, passei pelo Death e Black Metal, pelo Hardcore-Punk, pelo som Lo-Fi dos 90, pelo Indie-Rock. Mas o Radiohead se manteve. Desde meus 14 anos, a música do Radiohead esteve passando pelo fio de cobre dos meus inúmeros fones-de-ouvido. Seus discos permaneceram na minha cabeceira. Na passada e quase remota época do CD, eles nunca saiam do prato do stéreo Aiwa que tinha em casa, nem daquele meu discman que tinha quando era boy de uma empresa lá no Itaim. Sentado ou em pé, nos ônibus e metrôs dessa cidade insana, mergulhava profundamente nas viagens sonoras de OK Computer e Kid A.
Ao contrário de quase todo o estabilishment do rock, o Radiohead prima pela camaleônica capacidade de se reinventar a cada álbum, experimentando novas nuances, novos climas, novos instrumentos. Enriquecendo cada vez mais a qualidade de um trabalho que é, só por sua sensibilidade, impressionante. A três meses, comprei o ingresso para o show de hoje, dia 22 de março. Não minto, foi um sonho realizado.
Sistemáticamente venho ouvindo os discos do Radiohead: o leque de sentimentos e a incrível capacidade de transformar em poesia e melodia experiências humanas cotidianas e absurdas é assustadora. A cada nova orelhada, coisas novas aparecem. Recentemente, redescobri o Amnesiac, álbum de 2001, que se transformou em um de meus favoritos.
Percebi que de acordo com minhas próprias experiências, os discos do Radiohead se transformavam. Isso me levou a uma pergunta: o que esta banda tem de especial? Acredito que por muito tempo, não soube responder. Agora, um pouco mais adulto, acho que comecei a descobrir: suas músicas me dizem algo profundo. Dizem algo que eu não sei colocar em palavras. Coisas que às vezes, de tão íntimas, tenho medo. Percebi que meu fascínio pelo som do Radiohead se aproxima do pavor. O pavor de saber demais sobre mim mesmo.

Para coisas assim, inventaram até um nome. Arte.


PS: a 6 mãos, a macacada irá produazir uma resenha sobre o show, sem esquecer, obviamente, do meu querido Krafwerk, e do ótimo Los Hermanos.

3/21/2009

Radiohead

A revista Apes deslocou uma equipe para cobrir o show do Radiohead em São Paulo para ver se "era tudo isso mesmo". Será que o valor do ingresso traz a satisfação tanto anunciada? Contando com um gigantesco fundo de caixa, burlando a negação de credenciais de imprensa pela organização, pelo menos 3 intrépidos macacos estarão lá, fazendo uma audição apurada, e abalizada para que VOCÊ QUE NÃO VAI AO SHOW leia aqui nosso comentário e possa assistir no Youtube depois. Afinal, quem mandou você nascer pobre?