5/30/2009

Violência S/A

Dizem que vivemos os tempos de paranóia sobre a violência. Em tom de ser o verdadeiro apocalipse. Com apresentadores safenados de ira na tv, câmeras aéreas e repórteres que se metem no fogo cruzado. Imaginamos o país, onde o cidadão médio transita entre, milícias armadas, poder paralelo, condomínios fechados, carnês para blindagem de carro popular e principalmente onde se MURARAM FAVELAS. Apesar de sermos essa terra abençoada por Deus, rodeados de belezas naturais e muitas bundas, é bom pensar e repensar sobre a vida nas megalópoles.

Jorge Saad Jafé, Eduardo Benain e Newton Canito, dirigem o documentário Violência S/A produzido através do projeto Doc Tv da Rede Cultura. O documentário discute a questão da violência, através do olhar dos envolvidos, policiais, empresários, população e surpreenda-se, também o bandido. Ácido e sarcástico, quase que em ritmo de video clip, o filme traça importantes reflexões através da voz dessas personagens, sobre como a violência tornou-se um negócio rentável.





5/29/2009

Human Clock

Uma forma diferente de não chegar atrasado!


Cansados dos relógios convencionais, sejam eles de ponteiro ou digitais?
Quem sabe neste site, você encontre uma forma mais divertida e criativa de ver as horas. E detalhe, este relógio humano nunca se atrasa!

Human Clock!

Abaixando a Máquina - Ética e Dor no Fotojornalismo Carioca

Relatar o coitidiano, capturar imagens do dia a dia. Existem limites para o registro fotográfico na área jornalística? Como numa cidade em uma Guerra Particular (para usar o termo de João Moreira Salles noutro documentário) fica a ética, o registro de dor e o compromisso de se noticiar. Quem é a pessoa, e o que sente a cada abertura de diafragma? Essas são algumas das questões abordadas por "Abaixando a Máquina - Ética e Dor no Fotojornalismo Carioca" de Guilermo Planel e Renata de Paula. Mesmo que o objetivo não seja criar um "tratado ético", o filme passeia pelas sensações, sentimentos, memórias e reflexões de diversos profissionais que atuam na cidade do Rio de Janeiro. Além deles o filme dá voz, a líderes comunitários, moradores, mostrando que os profissionais dia a dia caminham entre a denúncia e o espetáculo da miséria.


5/28/2009

Instructables

Quer customizar, adaptar, criar, reaproveitar, reciclar? No site dos Instructables tem tudo o que você imagina (ou não). De máquina de algodão doce ao anel do Laterna Verde. Basta manjar um pouco de inglês e ter um pouco de paciência. Indo do mais estranho ao mais útil, o site recebe projetos e é distribuído em sessões como Artes, Comida, Jardinagem, Casa, Crianças, Música, Esportes e etc. E se você não tem muito jeito com trabalhos manuais, fica aí a sugestão de pelo menos uns bons momentos de vadiagem na net.

5/27/2009

Slim Rimografia

Slim Rimografia, oriundo da zona sul de São Paulo vem injetando sangue novo e criatividade no hip hop nacional. E não é de agora. Ele já tem dois discos no curriculum, "Financeiramente Pobre" e "Introspectivo". Ouvidos em sequencia em uma apreciação calma e atenta, fica clara a percepção de uma evolução constante, de um sujeito inquieto.

E é audível a incorporação de elementos musicais diversos. Nos trabalhos mais recentes, como no novo single "Canto de Vitória", percebe-se uma ênfase maior de ritmos brasileiros. Ainda que outros tenham tentando esse caminho, algo sempre fica a desejar, letras fracas, rimas previsíveis, produção tosca, o que não acontece no trabalho de Slim.

Não bastasse isso, e estar produzindo o próprio material, ainda é um excelente Mc, de rimas ligeiras e tempos quebrados, de fala clara e bom humor. Slim escreve bem, rememora a raiz afro do hip-hop, restaga heróis nacionais que estão fora da bibliografia oficial, e presta sua homenagem dando um recado sério. Fala com sentimento, vendo a vida e pensando tudo a seu redor, mas sem ser pesado, suave, afiado na mensagem. É a nova escola. Deixando o terreno saturado das ameaças, da bandidagem, da crônica do crime, para investir em um caminho novo e rico onde quem ganha é a cultura hip-hop como um todo.Se você não conhece o trabalho do rapper confira em seu myspace a faixa, "O canto da vitória", de letra espetacular e produção sutil.

Tive a oportunidade de ver Slim ao vivo no dia 26/04/2009, em São Mateus. A princípio fiquei curioso, conhecia alguma coisa, mas estranhei a disposição da troupe no palco. Uma MPC, um sampler, uma mesa pequena...Slim veio com seu parceiro Thiago Beat Box, 3 backing vocals e o músico Filiph Neo (que além de cantar muito, se revesava ainda no teclado e violão), e sem DJ! Calando assim a boca dos detradores o rap, mostrando que o mesmo pode e deve se renovar sempre, até mesmo na sua estrutura musical. Foi um evento pequeno, mas Slim esbanjou simpatia, contagiando os presentes com sua música e carisma. Músicas como "Gozolândia" foram cantadas por todos presentes. Fica aqui o nosso recado, não deixe passar, ouça Slim Rimografia e assista sempre que tiver chance.

5/26/2009

Carlos Latuff

Um cartunista político.

Latuff é um cartunista carioca, que trabalha com temáticas políticas em seus trabalhos e sempre os disponibiliza na internet no com "copyleft". Após uma viagem para Cisjordânia em 1999, Latuff começou a simpatizar e a dedicar seus trabalhos a causa palestina. Para conhecer mais do trabalho do cartunista acesse o link abaixo:

http://tales-of-iraq-war.blogspot.com/

http://latuff2.deviantart.com/

Jorge Macchi

"O tempo corrói tudo" dizia o letreiro ao fim de um filme europeu péssimo. Na obra do argentino Jorge Macchi, o tempo parece ser combustível primordial de sua criatividade. Vide aqui em seu site como ele usa o mesmo, como elemento de composição de sua arte. "Last Minute", mais uma de suas criações, essa em parceria com Edgardo Rudnitzky é uma instalação. Quando falo instalação até tenho receio de usar o termo, dada quantidade de porcaria ininteligível e pretensamente artística que existe por aí mas, fato é que a obra é bem interessante. Montada em um hall próximo a entrada da Pinacoteca do Estado, um ponteiro ( de 10 metros) faz um giro de um minuto completo. Nele estão equipados, uma agulha (que me remete a um enorme toca-discos) emitindo através de um tweeter e um alto falante sons, que parecem ser gerados com a intenção de inquietar.

Se quiser ver, ouvir e sentir tal experiência, ela ainda estará montada até dia 31/05 na Pinacoteca do Estado ou veja o vídeo aqui..

5/25/2009

Patrulha do Macaco

Outro dia foi festa (e se você não viu leia aqui.), agora foi Missa. Os velhos decrépitos e seus rebentos não acham ocupação. Engordam com pensão e choram como viúvas. Portanto depois da festa vem a lembrança. Para você desavisado, estão completos 30 anos ( e 20 dias, pois os Apes andam vagabundos e perdendo datas), que o grande delegado se foi. Herói da nação, estimado guerreiro da liberdade. O estimado Fleury, que não é o laboratório que tanto examina fezes, mas muito rolou nela. Fez uso da tortura, da dor alheia, do terror para colocar esse Brasil mestiço na ordem do progresso. Abençoado homem, que para manter o viés sacro desse post, a Revista Apes presta aqui seu estimado sentimento de que o mesmo esteja apodrecendo sorridente no colo de Satanás.

Brian Dettmer

Quando eu era garoto, meus pais exigiam que cuidasse bem de meus livros. Um hábito que tento manter até hoje. Mesmo que estes já viessem de segunda mão e surrados, eu deveria cuidar para que ficassem em boas condições para emprestar aos amigos, ou para dar uma lida posterior. Por mais que tenha gente que frequente sebo para comprar livro por "metro" ou por "kilo" pensando apenas em enfeitar suas estantes, nunca pude imaginar ficar tão embasbacado (no bom sentido) como fiquei ao ver o trabalho desse inglês. Mais imagens aqui.




5/20/2009

3D Burton

9 (Nine) é o novo longa metragem de um dos mestres da animação e criativos roteiros de terror/fantasia: Tim Burton. Dois fatos do trailer chamam a atenção. O primeiro deles é o fato de Burton utilizar animação digital (CGI) para a realização de seu filme. Ele, que tornou-se notório por seu brilhante uso de stop-motion (em especial no maravilhoso O Estranho Mundo de Jack), resolveu render-se às maravilhas (ou facilidades) do 3D. Outro ponto que me parece um pouco incômodo é a indisfarçável inspiração em The Matrix evidenciada nesse trailer. Burton está perdendo a mão ou meu julgamento é precoce? Essas e outras respostas chegam em 11 de setembro, data da estréia do longa por aqui.


Pra quem já fez O Estranho Mundo de Jack, Edward Mãos de Tesoura e Sweeney Todd, só se pode esperar algo tão bom quanto. We´ll stay tunned.

-TC-

5/19/2009

Beatbox

Máquinas humanas de fazer beat.

Um amigo que faz beatbox, me mandou este vídeo que ao que me parece, é um artista que é referência nesta cena "men-beats-machine". Realmente é incrível o talento, a criatividade e a capacidade de reproduzir timbres de bateria e efeitos sonoros com a boca. E com o auxílio de pedais de efeitos, computadores e instrumentos orgânicos, a coisa fica mais interessante ainda. Check it out!

Kanye West Related (aff..)

CAPS LEDS RANTS from aram bartholl on Vimeo.



Eu morri de rir quando assisti à isso. O que acontece é que Kanye West foi dito pela mídia especializada como um herói do pop no ano passado, o cara levou a sério, pirou e cometeu o mesmo erro que os Beatles, disse ser maior que Jesus. Enfim, explanações à parte, é legal ver como os virais dizem um monte de coisas sem falar nada. Depois do Ashton Kutcher ter feito campanha para "ganhar" da CNN em seguidores no twitter, da Ellen Degeneres ter colocado uma equipe de 17 pessoas para cuidar do seu, e a Oprah Winfrey conseguir 900 e tantos mil seguidores em poucas semanas, é incrível ver o filho de Deus, nosso odiado Kanye não ter um twitter, e ficar brigando para que seu fake fosse retirado da rede. Piada super conveniente.

via: http://fffff.at/

5/18/2009

DIY Speakers!



Projeto de caixas de som de montar - achei interessante a idéia, apesar de imaginar que o som não deva ser incrível. O legal é a possibilidade de customizar, pintar, fazer colagens na sua própria caixinha.. É só criar uma "máscara" da caixinha aberta, recortar, pintar e montar. Cansou? Recorta outra, faz uma nova e pronto.

via: pristina.org / designyoutrust.com

5/14/2009

E.M.I.C.I.D.A

Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe.


Finalmente saiu a mixtape do MC mais habilidoso e polêmico do cenário rap underground brasileiro, o EMICIDA. Com 25 faixas, a grande maioria inéditas, o rapper mostra porque venceu por 11 vezes a batalha de MC's do santa cruz, venceu a rinha dos MC's 12 vezes e foi o vencedor da liga dos MC's em 2006. O trabalho de EMICIDA é marcado por uma incrível capacidade de construir rimas imprevisíveis, sejam elas decoradas ou improvisadas, e uma levada cheia de malandragem, mas sem ser o velho clichê de periférico revoltado. Com bom argumentos e idéias ácidas, o rapper usa e abusa de metáforas e hipérboles.

"(...) minhas rimas tão na rua, e por enquanto é o seguinte/ se não chegou até você é porque não é pra você ser ouvinte (...)"

"(...) se nóis chega, sem glock, nove não precisa é só no psico/ a frieza do nosso olhar já planta o medo nos bico/ os vidro sobe, quem deve se apavora/ pensando: se eles quisessem se vingar da escravidão agora/ to pra morrer, igual aos trezentos de esparta/ cêis duvidaram, até chegar o teco de orelha nas carta (...)"

"(...) 10 vezes melhor, pra ser visto como igual to cheio/ mas é a lei, o problema é de quem faz nove e meio/ profecias são profecias parceiro/ pergunta pro Barrichelo se os últimos serão os primeiros (...)"

É esse tipo de rima sagaz e inteligente que você encontrará na mixtape de EMICIDA. Com certeza é um trabalho que mostra que o rap ainda tem muita coisa interessante a nos dizer.
Procurem pela mixtape: EMICIDA - "Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe."
Segue abaixo um de seus vídeos de freestyle, onde ele derrota a Negra Rê na rinha dos MC's 2006. Genial!


5/12/2009

De volta para casa

Sigur Rós documenta seu retorno à Finlândia


Heima - que é a expressão em finlandês para "Em Casa" - é o título do documentário sobre a banda Sigur Rós, dirigido por Dean DeBlois. Documentando uma turnê totalmente gratuita realizada na Finlândia no ano de 2006, o filme têm uma característica bastante diferenciada no que se refere a "filmes de banda": Heima é muito inovador no que se refere a linguagem, visto que existe uma interessante narrativa sobre as razões para a banda estar novamente excursionando em seu país. Infelizmente, o filme não entrou em cartas no Brasil, porém foi selecionado para diversos festivais internacionais de cinema. Imperdível para os fãs e também para os admiradores da música de qualidade, visto que o Sigur Rós é, sem dúvida, uma das bandas mais interessantes e inovadoras da atualidade. Abaixo, o trailer oficial.

5/11/2009

The Interpretation

The Interpretation é um curta de animação abstrato dos designers americanos Michael Paul Young e Michael Cina, do estúdio YouWorkForThem. Com visual belíssimo, a animação mostra um ambiente orgânico (aparentemente uma floresta) com formas simplificadas, mas com todo o dinamismo que se encontra na microbiologia. Selecionado para diversos festivais independentes de cinema e animação, o filme pode ser adquirido em DVD aqui.

-TC-

5/10/2009

Rob Mazurek & Exploding Star Orchestra

Conexão Chicago - São Paulo na música de vanguarda.

Se a música de vanguarda tem novos centros de efervescência, eu me arriscaria a dizer que um dos principais é a cidade de Chicago nos Estados Unidos, e as manifestações musicais de lá, ressoam nitidamente em São Paulo.
Uma prova disso foram os shows de Rob Mazurek & Exploding Star Orchestra que aconteceram nos dias 08 e 09 de maio, e contaram com a participação de membros da banda paulistana Hurtmold e de uma das figuras mais importantes do Jazz dos últimos 20 anos, Roscoe Mitchell (Art Ensemble of Chicago).
Com peças musicais inéditas, que foram compostas especialmente para as apresentações em São Paulo, Rob Mazurek, um dos mais importantes compositores de musica abstrata e improvisador da atualidade, nos mostrou o que o jazz e a música contemporânea tem de melhor. Composições densas, intensas e vibrantes, que nos surpreendiam a cada movimento, deixando sempre no ar aquela sensação de "o que virá depois disso?". Inevitávelmente as imagens que povoaram a minha mente e a de muitos no sesc vila mariana, eram imagens de grandes cidades; movimentadas, turbulentas, confusas, mas com momentos de intensa beleza.
O Exploding Star está em atividade desde 2005 e já lançou dois discos, "We are all from somewhere else" e "Bill dixon with exploding star orchestra" ambos pelo selo Thril Jockey records.
Para quem não foi aos shows no final de semana, onde pudemos ser brindados com a participação de 15 músicos simultâneamente no palco, fica abaixo um trecho do show retirado do you tube.


Série - Fios II






Eles estão por toda parte. Serpenteiam a cidade. Cortam meu céu. Mas depois que viraram capa de disco do Chico Buarque, viraram um infame cliché.

Fotos por: Thiago Zati

5/09/2009

play him off, keyboard cat!



O gato aprova e celebra!

hahaa, um pouco de diversão né gente? hoje é sábado.. dia de espairecer um pouco.

5/06/2009

Aakash Nihalani

Arte de rua tridimensional.

Muitos podem não concordar, mas atualmente o que há de mais interessante quando pensamos em arte ou intervenções urbanas, são trabalhos de extrema simplicidade, quase primários, e que ao vê-los pensamos "Eu poderia ter feito isso!". Pois bem, o artista Aakash Nihalani, que reside em Nova York, é um destes artistas que provavelmente assistiu as aulas de desenho geométrico no colégio com uma atenção especial, o que resultou em um trabalho instigante que se espalha pelas ruas da "Big Apple". Com fitas adesivas coloridas, aquelas que usamos para lacrar pacotes de presentes e fraldas de bebê, ele cria cubos tridimensionais nas paredes, calçadas e escadarias da cidade e atrai a atenção de pedestres que passam pelos locais, criando um contraste de cores e formas que de tão simples, chegam a ser geniais. É um daqueles casos onde o menos significa mais, de acordo com o olhar do observador.

Veja os trabalhos de Aakash Nihalani.

Humor Negro Inteligente

Neste momento de certa tensão pela saúde mundial, descubro na internet uma brilhante criação dos caras do Dark Realm Studios. É o jogo de estratégia Pandemic II, onde você escolhe o tipo de ser vivo que é (vírus, bactéria ou parasita), dá um nome à sua doença criada e tem a celestial missão de matar o maior número de pessoas possíveis no mundo. O mais sensacional é que o jogo é suficientemente complexo com o desenvolvimento de sua doença, que recebe influência de clima, ambiente, povos, exposição de sintomas, criação de vacinas, etc. Se você tá tranqüilo(a) no trampo e quer se divertir, entre aqui e espalhe sua epidemia por esse lindo mundo azul. A humanidade merece.



-TC-

5/05/2009

Escadas

Fotos por Thiago Zati



Pentágono - É o moio!

Clipe novo de um dos mais promissores grupos de Rap paulistano.

Como muitos sabem, sempre estive ligado as manifestações que nascem e se fortalecem nas ruas e nas perifeirias das grandes cidades. Entre elas, uma das que mais chama minha atenção, até por causa da relação com a minha história de vida, é o Hip Hop e sendo assim, sempre estou procurando trabalhos interessantes para compartilhar com os amigos. A algum tempo atrás me apresentaram o Pentágono, na verdade, lembro de tê-los visto uma vez em um projeto com banda ao vivo na galeria Olido, mas na época não dei muita atenção. Enfim, peguei o último disco dos caras "Natural" e achei fantástico! Apolo, Dodiman, Massao, Msario e Rael da Rima, conseguem fazer uma ótima mistura de Rap e música jamaicana, misturando diferentes levadas.
Lançaram agora o primeiro clipe do disco, cuja música se chama "É o moio", produzido pelo videomaker Pedro Gomes. Se você já mora ou já esteve em uma "Quebrada" com certeza vai perceber situações comuns a qualquer uma delas, seja na zona norte, sul, leste ou oeste. o clipe é bem divertido e leve, assim como o som do Pentágono, mas sem ser politicamente correto ou vazio de discurso, muito pelo contrário. Dá uma conferida no clip e no myspace dos caras!


É o Moio_Pentagono HD from Pedro Gomes on Vimeo.

Ártico

Mais uma sequência sensacional que vêm por meio do English Russia. Uma estação de pesquisas no ártico é o ponto de partida para Anton Chekalin.

Só vejo branco, luz e azul.




5/04/2009

Alguma coisa está fora da ordem


A primeira manifestação das várias já feitas esse ano em Paris, homem mostra revolta contra os valores da republica francesa.

Foto e texto por Gabi Laurentiis


Nas ruas de Paris a impressão é de calma. As manifestações e ocupações que acontecem desde o começo do ano não parecem abalar a paz dos franceses. Uma cidade pacata, regrada, normativa. Vemos no centro de Paris uma juventude pacífica, ou quase apática. Mas qual juventude? Não a da periferia. Os jovens do banlieu na sua maioria são filhos de imigrantes de países africanos. Importante: todas as pessoas nascidas em território francês são consideradas cidadãos franceses. E mais, não se pode nunca dizer os negros, os africanos ou os árabes: na França, todo mundo é (?) igual. Guardemos essa informação.
A Republica Francesa é celebrada a todo tempo. Prédios públicos, casas ou esquinas comuns trazem o símbolo máximo do orgulho da nação: a bandeira que representa igualdade, liberdade e fraternidade. Alias é comum ver essas três palavras escritas em diversos lugares. Não se pode compreender minimamente a sociedade francesa, sem entender o significado que essas palavras exercem. Quando falamos em liberdade e igualdade é mais fácil: todos os cidadãos são livres e iguais, não pretendo aqui discutir a fundo a não verdade dessa afirmação. Mas o que me chama atenção é a questão da fraternidade: acredito que reside nessa palavra a grande (porém sutil) particularidade francesa. Marx em seus escritos sobre as lutas de classe na França de 1848 à 1850 explica: “A frase que correspondia a imaginária abolição das relações entre classes era fraternité, a fraternidade universal, o amor entre irmãos. Esta cômoda abstração dos antagonismos de classe, esta conciliação sentimental dos interesses de classe contraditórios, esta visionária elevação acima da luta de classes, a fraternité era na verdade a palavra-chave da revolução de Fevereiro. As classes estavam divididas por um simples mal-entendido.” Voltemos a “igualdade” de todos os franceses. Ou melhor, ao sentimento de fraternidade que é tão aclamado por aqui. Não se pode falar nos negros ou nos africanos, todos são irmãos, todos os são franceses. Mas de fato são eles, os filhos de imigrantes, os primeiros a serem demitidos com a crise. São eles que moram na cité, nos bairros difíceis como eles chamam aqui. São eles que não entram nas melhores universidades, nas grands écoles. É para conter a revolta deles que o presidente manda centenas de policias para rua, é o rap deles que não toca na radio. Portanto são eles que não pertencem a grande “irmandade” francesa. A fraternidade, como igualdade e a liberdade, não existem nem na França nem em lugar nenhum do mundo. A musica Nique le système,- Explodir (ou fuder) com o Sistema - dos rappers Sniper, Tandem, Eben e Baccar é uma prova disso. Falando da França eles cantam:

Ela tenta queimar nossas raízes
Todos os anos, todos os meses, todos os dias

São nossos irmãos que ela assassina
Ela nos enrola, ela mente
Ela blefa, ela nos fascina

É a inimigo do gueto, um dia ruim se desenha

Oh babilônia, teu sistema foi concebido para nos enterrar mais cedo

Mas existem soldados, verdadeiros guerreiros no gueto.

E a fraternidade onde fica?
Entre eles, por que como cantam são seus “irmãos que ela assassina”.


Acabo por aqui contando de uma noite que voltava pra casa. Em Paris, existem ônibus que funcionam durante toda a noite, e se os franceses já parecem apáticos durante o dia, na madrugada o silêncio nesses ônibus é total. Um dia desses, entro num deles e sento em um dos bancos de trás. Ao meu lado vários jovens entre 20 e 25 anos, jovens da periferia. Como sei? As roupas e o jeito de falar que são muito característicos. Fumavam maconha, faziam rap e mais importante: eles riam de uma maneira que não se vê muitos franceses fazendo. Logo após um senhor negro entra no ônibus, conversa com eles, pergunta se estou bem e ri também. No breve trajeto trocamos algumas palavras. Desço com a confirmação de que diante da apatia francesa só eles, os imigrantes, os africanos, os negros, os árabes podem mudar a sociedade francesa e acabar com o silencio e a calma da linda Paris.

Gabi Laurentiis é estudante de Ciências Socias. Atualmente reside e estuda em Paris onde, esporadicamente, vai escrever essa coluna.

Nova Ordem Européia



Björk foi foda.

-TC-

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Encomendando obras de grandes artistas-grafiteiros, Alain-Dominique Gallizia constituiu e continua a reunir o mais importante registro pintado desta arte até então efêmera. 300 quadros foram unidos neste projeto único da história da Arte.

Da rua ao Grand Palais (onde está a exposição)... Pela primeira vez, a “Arte Selvagem” é exposta dentro de uma instituição cultural em Paris. Todas as telas foram realizadas de acordo com um mesmo princípio de tripla unidade: um mesmo formato dupla tela horizontal de 60x180 cm), um  mesmo tema (a assinatura do artista à esquerda e um assunto livre sobre o amor à direita) e, se possível, um mesmo lugar aberto aberto aos artistas: o ateliê de Alain-Dominique em Boulogne-Billancourt.

O objetivo, um pouco louco, é de recolher, instantaneamente e eternamente, a impressão comparativa, ao mesmo tempo estética e história, deste movimento. Esta coleção é um testemunho da energia da rua, onde se exprimem todas as nacionalidades, desde os pioneiros americanos e europeus até gerações emergentes da Coréia (Reach), do Irã (Isba) ou do Brasil (Nunca). Letras bolhas, nuvens, assinaturas cromadas, personagens de quadrinos trasformadas ou “free style”, as telas apresentadas no Grand Palais oferecem um panorama único e variado de estilos e de cores.

(texto original aqui, traduzido e adaptado para a Apes)

 

5/03/2009

5/02/2009

The Berrics

Battle at the Berrics. O melhor site sobre skateboard da atualidade.

Quando os consagrados skatistas Steve Berra e Eric Koston, se juntaram para dentro de um galpão criarem uma pista de skate, nós já esperávamos coisas boas. Mas além de terem criado uma pista incrível, eles inovaram a prática do skateboard com o torneio "Battle at the Berrics", onde dois skatistas fazem uma disputa de manobras solo, mano a mano, e o que menos erra vence a disputa.
O site é realmente incrível e os jogos criados pela dupla Berra e Koston são divertidíssimos, como por exemplo "Skate or Dice" e "The granite project".
Se você anda de skate, ou simplesmente curte este esporte, com certeza irá deliciar-se em The Berrics.