
E está aberta a temporada de caça à piada perfeita.
via: zazzle.com
jukebox: The Prodigy - Piranha



Acontece no Grand Palais , em Paris, a exposição “Le grand monde d'Andy Warhol”. No Grande Palácio, o grande mundo de um grande cara: Warhol, conhecido por revelar a beleza e o estranhamento de objetos que até então considerávamos ordinários.
Traduzi uma parte da apresentação desta exposição e descobri este super site, no qual é possível visitá-la, fazendo um “percurso virtual”.
Em 1962, Andy Warhol pinta retratos de Marilyn Monrou, de sua rival Liz taylor, reinterpreta a Mona Lisa e Elvis Presley. A partir de 1967 e até sua morte em 1987, ele realiza retratos de dezenas de personalidades diversas, famosas ou desconhecidas, oferecendo a um mundo fascinado pelas aparências um espelho favorecedor e vertiginoso. Recolocando assim à honra um gênero negligenciado, aplicando-o novos códigos que marcaram profundamente a história do retrato.
Ao lado de estrelas do cinema e da música (Brigitte Bardot, Jane Fonda, Mick Jagger), encontramos também retratos de artistas, de homens políticos, de estilistas, conhecidos ou menos conhecidos, todos ganham um pouco desta aura que proporciona o gênio de Warhol. Com esta série, Warhol traça o quadro de uma sociedade inteira e coloca em prática uma nova forma de produção artística, seqüencial, quase industrial.








A indústria da música sempre foi muito confortável em relação ao poder que tinha sobre o artista e sua produção. Com o passar do tempo, e o surgimento de novas tecnologias, isso se transformou drasticamente a ponto de hoje vivermos o momento histórico de um possível colapso do cd e quiçá da própria indústria.
O computador doméstico, os processos de gravação que estão cada dia mais acessíveis, o mp3 e sobretudo a internet, diminuíram o abismo que se interpunha entre o músico e o ouvinte. Se anos atrás bandas degladiavam-se para ter exposição ou serem “encontradas” por alguém de alguma gravadora, suando para gravar uma fita demo, hoje qualquer garoto com alguns microfones e um computador razoável grava e disponibiliza via mesma máquina o material na internet. Salvo todos esses meus exageros, até mesmo o rádio, que cumpria função de trazer o “novo” perdeu seu status . Hoje na era da informação, para buscar música nova, gastam-se no mínimo alguns “clics de mouse”.
Com certeza isso desestabilizou as estruturas da indústria. Diz-se que um alto executivo, foi contra a disponibilização do cd em escala comercial pois isso era "entregar as matrizes de gravação”. De seu terror, vimos o sepultamento de gigantescas mega stores da música como a Tower Records. O cd-r que era a promessa de comodidade em armazenamento virou matriz de piratas. O que me deixa com uma pulga atrás da orelha, quando penso quem são os donos das empresas que produzem essas mídias e o discurso que se faz em relação ao hábito doméstico de fazer uma mera copiagem.
Se foi um tiro no próprio pé, o tempo pode dar mais respostas, fato é que, esse mesmo problema atinge na outra ponta do universo musical, os selos independentes. Foram os pequenos selos que muitas vezes apresentavam o espaço para músicos que não teriam como divulgar o que criavam. Hoje o mp3, que poderia ter sido um grande aliado tornou-se vilão desses selos que como os grandes barões, se enxergam na corda bamba a beira de perder a batalha.
O que se vislumbra é que artistas ligados às grandes passam por um momento de revisão de contratos. Ganha-se hoje para sobreviver de música, por apresentação ou direito autoral. Na outra alça, os independentes lutam para sobreviver, trazendo edições caprichadas, ou outras quinquilharias ligadas as bandas (camisetas, bottoms, etc). Basta dar um giro por qualquer site do indie rock ao hardcore punk, para perceber que quase todos tem um pequeno “shop” agregado. Ou se inventa novas formas ou o abismo torna-se profundo. Em meio esse fogo cruzado tecnológico, do atropelo do velho pelo novo, o que parece ser mais novidade é a valorização e o "retorno" do disco de vinil. Se aqui no Brasil a Polysom (única fabrica de vinil da America Latina) resistiu ate não mais poder e fechar de vez, na Europa e Estados Unidos o prensar em 7, 10 e 12 polegadas resistiu o tempo, aperfeiçoando o maquinário e trazendo lindas edições nas mais variadas formas. Recentemente a gravadora Deckdisc comprou a Polysom e tem investido em novas máquinas. Alguns artistas de grande porte, tem editado versões em vinil de seus discos (muito caro$$$ por sinal!), o que mostra que talvez uma tímida solução nessa avalanche de mudanças seja investir justamente no velho.




Céline era um médico francês, viveu de
“Eu inventei uma língua anti-burguesia que cabia assim no meu propósito. Também porque há sentimentos que não poderia encontrar sem ela.”
Com o fim do comunismo, a abertura ao investimento externo trouxe mudanças de comportamento à população dos países membros da União Soviética. Todos, à sua maneira, buscaram entender, se adequar, e claro, tirar proveito do modelo capitalista que se implantava. As imagens abaixo correspondem ao quadriênio 89-93, período em que ocorreram as principais mudanças na sociedade soviética.-TC-

Fotos por Stanislav Mikov.
-TC-



