4/30/2009

HOPE!!



E está aberta a temporada de caça à piada perfeita.

via: zazzle.com

jukebox: The Prodigy - Piranha

Demos Pra Download


Em tempos de crise do cd,  e de patrulha anti-download, é interessante ver o que o lado cooperativista da internet pode proporcionar. Comentei dias atrás sobre minha percepção e do que tenho ouvido falar sobre o fim do cd musical.  Naquele post eu colocava a questão de como os selos independentes poderiam sobreviver a isso. Ainda no mesmo campo em uma esfera mais "micro" (aquela da produçao das bandas por elas mesmas) descobri um blog bem interessante, o Demos Pra Download . É um blog que como o nome diz tem demo-tapes para download gratuito.

O material disponibilizado gira em torno do hardcore-punk e suas vertentes, mas o que me chama a atenção é que um blog assim pode resistir no tempo, pois trabalha fora da lógica da "propriedade intelectual enlatada". O material é digitalizado  pela mantenedora (boa parte ainda esta em fitas k-7), e foi adquirido com as próprias bandas, em shows, ou por trocas,  de variadas formas. Algumas das bandas ali presentes nao existem mais, o que confere um caráter de acervo virtual de grande importância. Outras continuam em atividade mas tem disponibilizado material antigo ou esgotado. Dessa forma, um setor da musica independente tem um canal onde sua produçao-memoria pode ser guardada e distribuída. Bem diferente de sites que de uma forma marota e algumas letrinhas miúdas no contrato de serviço, roubam a propriedade intelectual de um número sem fim de músicos. 

4/28/2009

Sonic Youth, Sonic Youth, Sonic Youth...

Pre-order do novo disco "The Eternal".

Hoje, dia 28/04/2009 é dia do pré-lançamento do mais novo disco de uma das mais importantes bandas das últimas duas décadas, o Sonic Youth. O nome do disco é "The Eternal" , e já tem uma música do disco disponível no site da Matador. O nome da música é "Sacred Trickster" e segundo a definição da própria banda:

“Sacred Trickster” is a 2:10 out-of-the gate hardcore matinee track with Kim singing salutes to French painter Yves Klein and Western Massachusetts noise artist Noise Nomads. It sets the tone for ‘The Eternal’, which comprises twelve tunes that are a fireworks display of Sonic Youth touchstones. From the primal no wave attack of its earliest days, to the radical chording and song structures of its ’90s period, to the more focused and contemporary explorations of the last five years. This their 16th album, and their first for the Matador label, consolidates their move to a more lush, sensual sound as displayed on last album ‘Rather Ripped’ - but if anything punchier and cleaner, and now backstopped by the addition of Mark Ibold (Pavement, Dustdevils) on bass.

Vamos aguardar!

Segue abaixo um vídeo do Thurston Moore, onde ele faz algumas perguntas para os fãs brasileiros do Sonic Youth.

Os Eletronic-punks estão de volta!

Novo disco e clip do The Prodigy.

Quem passou a adolescência nos anos 90, com certeza tem como principais memórias musicais a ascensão do Nirvana do lado mais rockeiro e do outro o surgimento do The Prodigy, a banda de malucos que misturava música eletrônica, rock, estética punk. O The Prodigy marcou a década de 90 com clipes bizarros e provocativos como "Firestarter", "Breath" e o polêmico "Smack my bitch up".
Após 5 anos sem novidades, a banda inglesa acaba de lançar o seu 6º disco intitulado "The invaders must die" e já colocaram a disposição o clip do primeiro single do disco "Omen".
Agora vamos torcer para que eles invadam o Brasil para a turnê de divulgação, com certeza estes invasores serão bem vindos.

Expo e Workshop de Caligrafia em São Paulo


Sexta-feira, 2 de maio, começa a exposição Caligrafia na Galeria Choque Cultural. Paralelamente ao evento, a galeria promoverá também duas oficinas: Caligrafia Experimental - com Claudio Gil e Andréa Branco, e Caligrafia Urbana com Tony de Marco.

Enjoy

via pristina.org

4/27/2009

A Moscou atual

Os contrastes de Moscou marcam sua paisagem como cicatrizes.

By English Russia.





Irã - Contra

Alguém sabe o que foi a treta Irã - Contras na Nicarágua?

American Dad explica!

Andy Warhol


Acontece no Grand Palais , em Paris, a exposição “Le grand monde d'Andy Warhol”. No Grande Palácio, o grande mundo de um grande cara: Warhol, conhecido por revelar a beleza e o estranhamento de objetos que até então considerávamos ordinários.

Traduzi uma parte da apresentação desta exposição e descobri este super site, no qual é possível visitá-la, fazendo um “percurso virtual”.  

Em 1962, Andy Warhol pinta retratos de Marilyn Monrou, de sua rival Liz taylor, reinterpreta a Mona Lisa e Elvis Presley. A partir de 1967 e até sua morte em 1987, ele realiza retratos de dezenas de personalidades diversas, famosas ou desconhecidas, oferecendo a um mundo fascinado pelas aparências um espelho favorecedor e vertiginoso. Recolocando assim à honra um gênero negligenciado, aplicando-o novos códigos que marcaram profundamente a história do retrato.

Ao lado de estrelas do cinema e da música (Brigitte Bardot, Jane Fonda, Mick Jagger), encontramos também retratos de artistas, de homens políticos, de estilistas, conhecidos ou menos conhecidos, todos ganham um pouco desta aura que proporciona o gênio de Warhol. Com esta série, Warhol traça o quadro de uma sociedade inteira e coloca em prática uma nova forma de produção artística, seqüencial, quase industrial.

Para realizar seus retratos, em seu ateliê conhecido pelo nome de “Factory”, Andy Warhol elabora, no começo dos anos 60, um processo sistemático: maquiagem e “prise de vue” de seus modelos com Polaroid Big Shot (o museu Warhol de Pittsburh conserva centenas destas fotos, das quais, algumas são apresentadas nesta exposição), escolha de negativos, pintura e transposição serigráfica.

4/26/2009

Derek Hess

Música e arte.

Nascido em Cleveland, Estados Unidos, o artista Derek Hess vem trilhando seu caminho na arte a mais de 15 anos. Passeando pela ilustração, tatuagem, entre outras coisas. Hess sempre esteve diretamente ligado a música independente norte-americana, o que de certa forma estabelece um diálogo intenso com o seu trabalho através de posters de shows para bandas como: Isis, Converge, Jon Spencer Blues Explosion, Every Time I Die, etc.

"Music is something that inspires me and something that I connect with,” Hess said. “I try to capture the essence of whatever the band I’m working with are trying to say or just the mood and the common thread that the bands have within the same style of music that I may be relating to.”

Os trabalhos de Derek Hess, geralmente remetem a um lado mais insano e obscuro da vida, abordando temas como suicídio, espancamentos, anjos caídos, etc. E sempre ressalta as formas anatômicas do corpo humano.

Veja mais aqui!

4/24/2009

Sobre os Muros e Paredes - Choque

Choque é o pseudônimo de Adriano, 22 anos. Ele vêm registrando a ação de pichadores em São Paulo de forma artísticamente impecavél e com uma audácia impressionante. Revelação incontestável da fotografia, seu trabalho pode ser melhor conferido aqui. Segue uma amostra de seus registros.



O novo é o velho.


A indústria da música sempre foi muito confortável em relação ao poder que tinha sobre o artista e sua produção. Com o passar do tempo, e o surgimento de novas tecnologias, isso se transformou drasticamente a ponto de hoje vivermos o momento histórico de um possível colapso do cd e quiçá da própria indústria.

O computador doméstico, os processos de gravação que estão cada dia mais acessíveis, o mp3 e sobretudo a internet, diminuíram o abismo que se interpunha entre o músico e o ouvinte. Se anos atrás bandas degladiavam-se para ter exposição ou serem “encontradas” por alguém de alguma gravadora, suando para gravar uma fita demo, hoje qualquer garoto com alguns microfones e um computador razoável grava e disponibiliza via mesma máquina o material na internet. Salvo todos esses meus exageros, até mesmo o rádio, que cumpria função de trazer o “novo” perdeu seu status . Hoje na era da informação, para buscar música nova, gastam-se no mínimo alguns “clics de mouse”.

Com certeza isso desestabilizou as estruturas da indústria. Diz-se que um alto executivo, foi contra a disponibilização do cd em escala comercial pois isso era "entregar as matrizes de gravação”. De seu terror, vimos o sepultamento de gigantescas mega stores da música como a Tower Records. O cd-r que era a promessa de comodidade em armazenamento virou matriz de piratas. O que me deixa com uma pulga atrás da orelha, quando penso quem são os donos das empresas que produzem essas mídias e o discurso que se faz em relação ao hábito doméstico de fazer uma mera copiagem.

Se foi um tiro no próprio pé, o tempo pode dar mais respostas, fato é que, esse mesmo problema atinge na outra ponta do universo musical, os selos independentes. Foram os pequenos selos que muitas vezes apresentavam o espaço para músicos que não teriam como divulgar o que criavam. Hoje o mp3, que poderia ter sido um grande aliado tornou-se vilão desses selos que como os grandes barões, se enxergam na corda bamba a beira de perder a batalha.

O que se vislumbra é que artistas ligados às grandes passam por um momento de revisão de contratos. Ganha-se hoje para sobreviver de música, por apresentação ou direito autoral. Na outra alça, os independentes lutam para sobreviver, trazendo edições caprichadas, ou outras quinquilharias ligadas as bandas (camisetas, bottoms, etc). Basta dar um giro por qualquer site do indie rock ao hardcore punk, para perceber que quase todos tem um pequeno “shop” agregado. Ou se inventa novas formas ou o abismo torna-se profundo. Em meio esse fogo cruzado tecnológico, do atropelo do velho pelo novo, o que parece ser mais novidade é a valorização e o "retorno" do disco de vinil. Se aqui no Brasil a Polysom (única fabrica de vinil da America Latina) resistiu ate não mais poder e fechar de vez, na Europa e Estados Unidos o prensar em 7, 10 e 12 polegadas resistiu o tempo, aperfeiçoando o maquinário e trazendo lindas edições nas mais variadas formas. Recentemente a gravadora Deckdisc comprou a Polysom e tem investido em novas máquinas. Alguns artistas de grande porte, tem editado versões em vinil de seus discos (muito caro$$$ por sinal!), o que mostra que talvez uma tímida solução nessa avalanche de mudanças seja investir justamente no velho.

4/23/2009

Minancora!

Hail!

O Black Metal é um subgênero de um subgênero do Heavy Metal. É, com certeza, um dos estilos musicais mais bizarros e engraçados do planeta. Essa compilação é uma pérola, pois coleciona alguns dos melhores (piores!) momentos da história do estilo... É de chorar.

PS: Um aviso aos não iniciados. Os blackmetalers são pessoas absolutamente sérias no que se refere ao tema. Portanto, isso aqui não é para ser uma brincadeira. Tudo foi feito em nome do nosso grande pai bode. Se você não curtiu os petardos aqui mostrados, é porque você não é "true". E só é "true" o paganvikingsimphonicatmosfericblasphemousgrotesque
norwegianblackmetal.


PS2: Todas as espadas e demais adereços aqui mostrados são absolutamente verdadeiros. Ou não.

Enjoy!


Manufacturing APES n. 1




fotos: Thiago Zati

4/21/2009

Shot In The Back Of The Head

David Linch, um dos mais prestigiados cineastas da atualidade, foi convidado pelo Moby a fazer o videoclipe para o single de seu novo álbum. A música, chamada Shot In The Back Of The Head é linda, e a animação, sob o comando de Linch, é genial.


Shot In The Back Of The Head from Moby on Vimeo.

Dois lados da mesma moeda

Irã e Israel como farinha do mesmo saco



Acima, Ahmadinejad faz seu discurso a ONU

Quando eu e mais um grupo de amigos começamos a APES, a idéia era transformar a revista e este blog em uma espécie de fórum particular: aqui, nossos interesses, idéias e pouco talento poderiam estar colecionados e articulados, criando condições para que nossas opiniões pudessem ser espraiadas e debatidas.

Por algum tempo relutei em escrever algumas palavrinhas sobre política: achava descabido. Mas as vezes, questões surgem, e, ao mesmo tempo, criam a necessidade infinita de marcar uma posição, de apontar um dedo em uma direção. De fazer - porque não? - uma ou duas perguntas.
No último dia 20 de abril, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em conferência na reunião anti-racismo nas Nações Unidas, fez um discurso onde afirmou que Israel era um país racista. Em meio as declarações, mais de 40 embaixadores europeus deixaram o pavilhão onde ocorria a cerimônia, em protesto as palavras do iraniano. No discurso, Ahmadinejad afirmou que europeus e norte-americanos colaboraram para deixar os palestinos sem pátria depois da Segunda Guerra Mundial.
A defesa de Israel foi imediata e fulminante: em crítica aberta, declarou que Ahmadinejad era um anti-semita que negava a possibilidade da existência do Estado de Israel, e que estas declarações faziam eco a opiniões anteriores: a negação, por parte do presidente do Irã, da ocorrência do holocausto.
Ahmadinejad não é santo, nem arauto da idoneidade ou da justiça. Pelo contrário, é uma figura odiosa, limitada e pedante. Mas este é um flagrante caso do sujo falando do mal lavado. Israel é um Estado religioso, e afirma isto em sua constituição, assim como o Irã. Seus primeiros ministros declararam para quem quer ouvir a impossibilidade da existência dos palestinos enquanto povo, assim como o Irã faz com Israel. Os líderes palestinos negam veementemente a subjugação que promovem do povo palestino, assim como Ahmadinejad nega o holocausto dos alemães contra o povo judaico. A lista é infinita.
Israel e Irã são faces da mesma moeda, onde a religião, a incoerência e o ódio são mercadorias de troca corrente e amplamente aceitas. Mas neste ocorrido, um fato torna-se ainda mais perturbador: a vergonha do Ocidente. A mácula deixada pela Segunda Guerra Mundial ao povo judeu é uma mancha que tapa as possibilidades de uma posição firme da comunidade internacional às reiteradas ações de Israel ao povo Palestino. A minha pergunta é: quanto destes embaixadores europeus que deixaram a reunião sobre racismo nas Nações Unidas, questionaram os líderes Israelenses sobre a guerra assassina promovida por Israel aos Palestinos entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009? Minha posição aqui é clara: a defesa dos palestino precisa ser feita com melhores argumentos. Mas nunca em silêncio.

Abaixo, pequeno documentário sobre as ações de Israel em Gaza

4/19/2009

Jean Genet

O lírico marginal.



Filho de prostituta e de pai desconhecido, homossexual, ladrão e ativista político, Jean Genet pode ser considerado um dos maiores gênios da literatura do século XX.
Entre prisões, amantes e noites de bebedeiras, Genet produziu obras literárias e peças teatrais incríveis como; O Balcão, Os negros biombos, O milagre da rosa, entre outras. A sua literatura marginal, propõe ao leitor não somente uma viagem pelo submundo das cidades, mas também pelo submundo do EU. Vícios e pulsões transgressoras rementem as obras de Marquês de Sade e Lord Byron, e a necessidade de se encontrar, de saber "quem se é" faz com que suas obras sejam compostas de certas pinceladas existencialistas.

"O homem é aquilo que faz, ou melhor, sua função social determina sua existência." E é por isso que Genet abandona a sociedade, que o abandonou primeiro e assume a sua marginalidade como uma forma de devolver a sociedade o desprezo que outrora foi lhe direcionado.
Genet também se envolveu com atividades políticas na década de 70, apoiando a causa palestina, o Black Panther Party nos Estados Unidos e publicou artigos defendendo os trabalhadores imigrantes na França.

Meu primeiro contato com a obra de Genet se deu através de uma de suas peças mais conhecidas, "O Balcão", e me lembro que devorei o livro em menos de uma semana. Na época percebi uma certa semelhança com a literatura beatnick, mas apesar da temática marginal em comum, Jean Genet consegue relatar a marginalidade de forma liríca e a revolta contida em cada linha passava longe da recusa "quase-hippie" dos autores da geração beat. Genet pulsava com vida em cada linha, era a dilaceração do autor que depois encontra a sua redenção. Sua redenção é a recusa a essa sociedade e toda a sua história está no corpo, e é por isso que Genet é tão atual, porque lê-lo ainda incomoda.

“A sociedade, tal como vocês a constituem, eu a odeio. Eu sempre a odiei e vomitei. (...) Desde que encontrei na literatura um exultório, meu ódio tomou uma outra forma, menos pessoal: ele não se traduz mais num impulso interior mais ou menos acidental, ele se deduz de uma filosofia aclarada pela experiência. De um rancor nasce uma idéia. E essa idéia torna-se, à medida que avanço dentro de minha obra, mais serena e mais indestrutível. Eu o sei, eu o testemunho: a ordem social não se mantém senão ao preço de uma infernal maldição que aflige os seres, dentre os quais os mais vis, os mais nulos estão próximos de mim – quer isso agrade a vocês ou não – que qualquer burguês virtuoso e assegurado. Para sempre eu me fiz intérprete dos dejetos humanos, dos resíduos que apodrecem nas prisões, debaixo das pontes, no fundo da fétida podridão das cidades”.

4/18/2009

pós modernices


Celular. Essa coisinha legal da pós modernidade, é sempre comentada e alardeada, ao lançamento de um modelo cheio de cacarecos inéditos. Os professores sentem-se infernizados. Os adúlteros horrorizados com os modelos que podem ter GPS. Os aficcionados por tecnologia, esvaziam os bolsos tentando acompanhar as mudanças, sempre adquirindo mais e mais modelos novos. E o mercado como sempre acertou em seu nicho de compra. Sim eles, os jovens. Tempos atrás produtores de relógios de pulso, tiveram que remanejar a função de seu aparelho, para que ele nao deixa-se de existir. E assim é, com um mundo onde se pode ver as horas em qualquer lugar, por que se ter um relógio? Por que ele agora é "acessório". Ele é status. Ou para outros é "visú"ou "istáile".

Estamos testemunhando o mesmo acontecer com o celular, num período bem mais curto de tempo. Hoje com o celular fotografa-se, ouve-se música, brinca-se com joguinho, usa-se no xaveco, manda-se mensagem, assite-se tv. tudo abaixo da qualidade de um aparelho que faça isso de verdade, mas pouco importa. E pera lá cara pálida, não se esqueça que o principal não mudou tanto em aparelho, como em serviço, ou seja FAZER E RECEBER chamadas. E o boato que o celular podia explodir? Você caiu nessa? Acho que seria um bom recurso, imagino o slogan "Celulares Bomba, ligue e termine com seus desafetos". E de que adianta a tecnologia se ela nao serve para harmonizar a relaçao entre as pessoas? Não me refiro a bomba atômica. Me refiro a ter um carro com o subwoofers, bazucas, neons. Pensar em um mecanismo "educador" ninguém pensa...

Assim sendo, sugiro as empresas de celular que ao invés de ter um fone de ouvido na caixa do aparelho,  deveriam colocar um tipo de chip, um desconfiômetro para o usuário. Para que ele se perceba ridículo ao atender em um cinema, por exemplo. Quem sabe tanta tecnologia sirva também para trazer boa coexistência. Quantas vezes no transporte público você teve de aguentar o meliante ouvindo aquela música (geralmente péssima) sem fone de ouvido? Sim, tiranicamente te obrigando a ouvir o que ELE considera música. Pois bem sejamos realistas, as pessoas não vão aprender. Gostam do "istalie". Enquanto a outra parte continue se incomodando e não reclamando. 

Então o futuro é o vendedor ambulante. Ele sempre saca as novidades e necessidades. Sempre esta lá com o guarda chuva  quando chove. Quem sabe, eles ou nós mesmo da APEs consigamos descolar uns trocos vendendo protetores de ouvido para se viajar tranquilo, pelos metrôs da vida...

4/17/2009

Samuel Cockeday

Samuel Cockeday é fotografo e agora têm uma câmera que grava vídeos em Full HD. Então teve uma idéia. Deixá-la paradinha em um bom lugar em uma grande cidade, apertar o Rec e ver o que é que dá. Deu numa sequência de tirar o fôlego. Bonito é pouco. Mais do seu trabalho em seu site.


remanence : variance from Samuel Cockedey on Vimeo.

À Procura de um Olhar


Mais uma entre as várias atividades para o Ano da França no Brasil, a Exposição "À procura de um olhar - Fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil" na Pinacoteca do Estado, abre dia 25 de abril e fica até 28 de junho.

Mais do que fotografar as paisagens e a geografia, o que  se mostra muito mais interessante nos trabalhos, é o olhar estrangeiro sobre o povo desta terra. A exposição conta ainda com o trabalho de brasileiros, em cerca de 200 fotografias tanto em p/b como em cor. Estão juntos na mostra Pierre Verge, Marcel Gautherot, Jean Manzon, verdadeiro núcleo histórico desse agrupamento, ao lado dos atuais Bruno Barbay, Olivia Gay e Antoine D'Agata. Os brasileiros são Mauro Resttife, Tiago Santana e Luis Braga. A exposição presta ainda uma homenagem ao antropólogo belga Claude Leví-Strauss, que realizou aqui parte importante de sua obra.

Foto: Marcel Gautherot, "Homem recostado em uma carranca de proa", fotografia, 1946, Acervo Instituto Moreira Sales"


4/16/2009

Museu do Prado no Google Earth.

Todos nós sabemos que mais cedo ou mais tarde a Google irá dominar o mundo e nos escravizará, tendo em vista que, a empresa líder na internet controla grande parte dos sites mais acessados e utilizados (vide blogspot), e com isso grande parte das nossas informações pessoais também. Mas deixando as teorias de conspiração de lado, mais uma vez a Google lança uma ferramenta excelente para os seus usuários e amantes das artes. Em parceria com o Museu do Prado, a Google através da ferramenta google earth nos brinda com a possibilidade de visitarmos o Museu, podendo visualizar e analisar detalhes das obras que muitas vezes não conseguimos perceber nem ao vivo, como por exemplo, a pequena abelha em uma das flores no topo do quadro "As três graças" de Rubens séc. XVII, juntamente com uma espinha em uma das nádegas de uma das graças. Tudo isso em alta resolução e modo tela cheia, com mais de 14.000 milhões de pixels.
A ferramenta também possibilita uma viagem 3D através do museu onde podemos ver toda a sua estrutura.
Uma beleza!

"Making of" desta incrível produção feita pela Google


Conheça o Prado aqui!

Machinarium

Os jogos em flash cada vez mais ganham em complexidade. Extremamente desenvolvidos em visual e jogabilidade, esses jogos proliferam-se pela internet. Dentre os micro-estúdios e as pequenas produtoras que fazem esses jogos, o Amanita Design tem um especial destaque. Premiado diversas vezes em festivais de jogos eletrônicos independentes, o estúdio cria jogos com visual lúdico com extrema competência, aliando cenários estáticos pintados à mão (belíssimos, por sinal) aos personagens e elementos em flash com uma excelente fluidez de movimento. Abaixo, mostramos sua mais nova criação: Machinarium.



Sketchbooks, Concept Art e mais sobre o jogo, aqui.

-TC-

Louis Ferdinand Céline

(mais um dos  mestres da Apes no mês do livro)

Céline era um médico francês, viveu de 1894 a 1961 e escreveu alguns romances odiados e outros ensaios mais odiados ainda. Sua postura anti-semita, seu niilismo e sua invenção de um estilo de escrita, um francês mais próximo ao falado que ao literário, incomodavam. Este libertário nazista, gênio louco, admirável odioso autor foi um dos principais escritores do século XX.   

“Eu inventei uma língua anti-burguesia que cabia assim no meu propósito. Também porque há sentimentos que não poderia encontrar sem ela.” 

“Não, o argot (linguagem popular) não se faz com um glossário, mas com imagens nascidas do ódio (...) O argot se faz para exprimir os verdadeiros sentimentos da miséria.”

Meu primeiro contato com Céline foi Mort à crédit (Morte a crédito), seu segundo romance, publicado em 1936 (traduzido muitos anos depois para o português, numa edição um tanto difícil de encontrar). Na edição brasileira, são mais de 500 páginas, é um livro pesado. Pesado em todos os sentidos. Nestas páginas, coube uma vida inteira, uma vida miserável e suja, e há, em cada página, em cada dia, uma parcela da morte. Simplesmente porque o começo da morte é ao nascer. Coube então uma morte inteira, a do médico Ferdinand, e a infância desse médico, ou do próprio Louis-Ferdinand Céline, porque é impossível não relacionar o narrador-personagem do livro com o seu escritor (são muitos pontos em comum). Morte a crédito é o livro da desesperança e do desespero. Pelo seu conteúdo, pela (grande) quantidade de páginas, pela identificação, eu vivi este livro enquanto o lia.

 "Estamos aqui sozinhos. Tudo é tão lento, tão pesado, tão triste... Logo serei velho. E, enfim, isso acabará. Veio tanta gente aqui. Disseram coisas. Não me disseram grande coisa. Partiram. Ficaram velhos, miseráveis e lentos, cada um no seu canto do mundo.”

4/15/2009

What Fits Into Mother Russia?

Cabe muita coisa.



-TC-

People Are Strange

Música do The Doors, com aguadas muito bonitas de Violenn Simon.



-TC-

4/14/2009

Baixem a Apes n. 0!!


Baixem aqui e comentem! Antes que esgote!

Wolf and Pig

A simplicidade potencializa a genialidade.



I´m speechless.

-TC-

Rússia 1989 - 1993

Com o fim do comunismo, a abertura ao investimento externo trouxe mudanças de comportamento à população dos países membros da União Soviética. Todos, à sua maneira, buscaram entender, se adequar, e claro, tirar proveito do modelo capitalista que se implantava. As imagens abaixo correspondem ao quadriênio 89-93, período em que ocorreram as principais mudanças na sociedade soviética.














-TC-

Futebol Filosófico

Ok, ok, a piada é velha, mas Monty Phyton destrói. Humor com cérebro é sempre um alívio no meio de uma realidade burra e sem graça.
Aliás se você lembra das aulas de filosofia da escola, reparou no peso metafísico dos alemães em contraposição á práxis do mundo real dos gregos? Isso explicaria o resultado do jogo, ou acabaria empatado?
Deliciem-se e façam suas apostas:


Amanhecer em São Petesburgo

Belíssimas fotos em HDR nos telhados gelados de São Petesburgo, Rússia.







Fotos por Stanislav Mikov.

-TC-

4/13/2009

Hey Bjork, WTF ?



"nice outfit hun, keep on working on your conceptual art - haha!"

Colour Lovers

Crie você mesmo a suas cores!

Vai ai uma dica para todos os artistas, designers, estilistas e curiosos em geral que adoram brincar com cores.
O site colourlovers.com tem uma ferramenta muito interessante, na qual você pode criar as suas próprias palhetas de cores e também suas próprias estampas. E além disso, você pode participar de um fórum de discussão, onde os webdesigners dominam, para discutir e pegar algumas dicas para as suas criações, é só construir um perfil e ficar por dentro das tendências.